“Para a união europeia é essencial assegurar que nenhuma criança ou jovem seja excluída. Este interesse é social e económico.”
Actualmente a participação dos jovens, na educação, no emprego e na sociedade em geral está afectada pela pobreza, marginalização social, discriminação e falta de saúde. Em todas as comunidades que fazem a União Europeia, onde Castelo de Vide também se integra(!) é visível a dificuldade de integração juvenil, por motivos vários. A falta de emprego e o baixo nível escolar e de formação ditam formas de estar que num primeiro olhar podem ser vista como de apatia, falta de vontade, preguiça.Muitas vezes as responsabilidades são directa e (erradamente) assacadas aos jovens. Num olhar mais aprofundado é notório que passamos hoje por momentos históricos complicados. A concentração do emprego em áreas do litoral, a mobilidade das empresas para países onde a mão de obra é mais barata, a falta de investimento sustentado no interior, levam á destabilização das pequenas comunidades e á dificuldade de prospectivar um futuro com confiança.
Esta é a realidade com que os jovens do interior se deparam. Sem trabalho estão excluídos. Dependentes da família.
Acabou-se o trabalho para toda a vida!
Por mais que se queira evitar esta situação, é um facto que se acabou o trabalho para toda a vida. Mais do que nunca devemos estar preparados para os tempos que vêem. A formação ao longo da vida, a capacidadade de empreender são formas de estar que devem ser incutidas em todos, em particular nos mais jovens.Tirar partido das especificidades dos lugares, criar e valorizar a cultura do empreendedorismo, ter a capacidade de acarinhar quem tenta é uma missão urgente de toda a comunidade e seus representantes, escolas, autarquias, associações.È urgente o envolvimento de todos nesta questão. Mais do que uma atitude assistêncialista torna-se necessário dar o exemplo para a reacção comunitária.