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Território de descoberta, evasão e repouso. Desporto de aventura e Lazer de natureza. Cultura ancestral e de contacto com tradições. Olaria, vinho, queijo, bordados, gastronomia e doçaria. Diversidade de ofertas hoteleiras, equipamentos e espaços de desporto. Espaço para eventos.                             Território com gente, história, reduto do tempo, passado e presente. Teritório de Raia, mas central no " sentir português".



O clima da região de características mediterrâneas, apresenta variações acentuadas de temperatura e precipitação, que se concentra excessivamente nos meses frios de Inverno e escasseia na Primavera/Verão . Estas características condicionam de forma negativa as culturas de primavera, em anos irregulares de escassa precipitação.

O Alto Alentejo, fortemente marcado pela presença humana de longa data, constitui um território com rico património natural e cultural envolvendo importantes recursos naturais, paisagísticos com valor estético, lúdico e científico. Terra de antas  e menires, castelos e fortificações,Vestígios romanos, árabes e judaicos,  o Alto Alentejo é uma região a descobrir!


 

O Alto Alentejo – Breve Leitura de contexto 


As comunidades rurais do norte alentejano confrontam-se actualmente, com um elevado deficit de serviços, de diversa natureza, em que se destacam as crescentes dificuldades de aceder a bens de consumo banais e serviços de primeira necessidade, reforçadas pela baixa mobilidade, intra-regional.

A crescente integração económica actua nestas áreas de forma desestruturante, ao nível dos valores de comunidade, dos valores de consumo e dos valores de produção. A centralização crescente da distribuição e dos espaços de formação, de oferta cultural e até de emprego, nos centros urbanos, contribuem de forma determinante para a diminuição de coesão social e comunitária, para o acentuar da exclusão social e para a debilitação do sentido de pertença.

A polarização dos espaços urbanos sobre os espaços rurais, tem levado à destruturação da pequena economia de base local, a redução da oferta produtiva e a consequente perda de competitividade do espaço rural. A parca população em idade escolar, passa a maior parte do seu tempo na cidade, onde se concentram as Escolas secundárias e politécnico, dependente da incipiente rede de transportes locais. O sentido de pertença vai-se perdendo. Nos pequenos centros rurais permanece a população mais dependente e envelhecida.

Por outro lado a “agressividade” dos grandes centros de consumo regional, dita a mudança de hábitos e práticas. No caso de Portalegre, Cidade com menos de 20.000 habitantes, existem quatro Hiper-mercados. A inviabilização progressiva dos mercados locais, quer por razões de custo, quer por razões normativas, quer por razões de serviços de apoio, levam igualmente ao desincentivo da dimensão local, à penetração de bens de consumo nomeadamente agro-alimentares, cuja produção é massificada e externa e à disseminação de espécies alóctones, resistentes ao transporte e aos efeitos da maior distância, nomeadamente temporal, entre a produção e o consumo. 

Deterioram-se assim práticas produtivas e hábitos de consumo adstritos a produtos locais, com as consequências esperadas, ao nível da valorização do trabalho, nas pessoas, nomeadamente daqueles, que não tendo uma lógica eminentemente empresarial, teimam em competir com mega-estruturas impessoais externas.