A OCRE – Associação para a Valorização do Ambiente, Cultura, Património e Lazer é uma organização cívica sedeada em Castelo de Vide.
Implica-se na capacitação para a mudança comunitária e inclusão social feita em aprendizagem criativa com todos e para todos. Privilegia neste contexto a relação entre gerações extremas: Crianças e Idosos.
Enquanto instrumento de desenvolvimento local, constrói a sua acção, partindo das comunidades e notoriedades esquecidas do território, em particular, do Norte Alentejo procurando a conjunção entre a modernidade e a tradição. Enquanto espaço de pesquisa, trabalha o Território ideia, que cresce com todos aqueles que se implicam nas mesmas questões independentemente das distâncias, idades, credos, origens e formações.
O "PROJECTO" OCRE
O Projecto OCRE, enforma-se no território específico do Nordeste Alentejano, em particular no definido pelos concelhos de Portalegre, Marvão, Castelo de Vide, Arronches, Crato e Nisa. Inserida no insistentemente chamado “interior português”, a área de acção da Associação corresponde a 35 % do Distrito de Portalegre, abrangendo 2142,4 Km2 e cerca de 50.000 habitantes, metade dos quais residentes no Concelho de Portalegre. Descontado o peso deste concelho que inclui a capital de Distrito a densidade demográfica média da área de intervenção é de14,3 habitantes por Km ². A Área de intervenção da OCRE se por um lado é marcada, pela riqueza e diversidade das suas características culturais, naturais e humanas, impares no Alentejo, por outro é atravessada por factores constantemente presentes, genericamente associados ao declínio do mundo rural, dos quais se salientam o envelhecimento da população, a migração continuada dos jovens activos para a cidade, a fraca mobilidade e o isolamento, o insuficiente investimento, a falta de qualificação da mão-de-obra, de oferta e de perspectivas de trabalho. Mas também pela baixa auto-estima, pela desvalorização de competências não formais no campo tradicional, pelo sentido de desenraizamento, pela frágil integração local/regional, pela desarticulação económica, ainda baseada na economia rural e a afirmação, ainda incipiente, dos serviços terciários e de novos hábitos de consumo. O espaço de acção da OCRE é feito de terras com gente, com casas e com cultura. Terras em mudança porém um tanto passivas à mudança. Terras que tardam em se afirmar pela diferença. Terras de novas centralidades, espaciais e de valor, em particular no contexto Alentejo-Extremadura, mas que teimam em dizer-se de raia. Terras de Ambientes e referências culturais únicas. Com um potencial de integração forte. Região reduto. Do tempo passado e futuro de integração forte. Região reduto. Do tempo passado e futuro.